17 janeiro 2018

Livro: A guardiã de Histórias (The Archived #1).
Autor(a): Victoria Schwab.
Editora: Bertrand Brasil.
Páginas: 322.

Sinopse oficial: Imagine um lugar onde, como livros, os mortos repousam em prateleiras. Cada corpo tem uma história para contar, uma vida disposta em imagens que apenas os Bibliotecários podem ler. Aqui, os mortos são chamados de Histórias, e o vasto domínio em que eles descansam é o Arquivo. Mackenzie Bishop é uma implacável Guardiã, cuja tarefa é impedir Histórias geralmente violentas de acordar e fugir do Arquivo. Naqueles domínios, os mortos jamais devem ser perturbados, mas alguém parece estar, deliberadamente, alterando Histórias e apagando seus trechos essenciais. A menos que Mac consiga juntar as peças restantes, o próprio Arquivo sofrerá as consequências.

A guardiã de histórias fala sobre aquele velho ditado: “cada um tem sua historia”, aqui, no entanto, essa frase é levada a sério. Cada pessoa tem sua historia, e, para cada uma dessas pessoas que morrem, uma pequena gaveta surge no arquivo guardando todas as suas experiências e lembranças pela eternidade, não em forma de livros, como é o esperado, mas sim, como um corpo conservado.

Mackenzie Bishop é uma guardiã. Treinada por seu avô desde muito cedo, ela foi a guardiã mais jovem a proteger os estreitos e faz isso de forma exemplar. O problema é que Mac é uma guardiã brilhante, mas é péssima em ser uma adolescente normal de dezesseis anos. Sua vida no exterior vai de mal a pior. Sua família vive um momento delicado graças a morte recente de seu irmãozinho, por isso, eles se mudam para o Coronel, um prédio velho, caindo aos pedaços e dai em diante sua vida só piora.

Como todo prédio antigo, o Coronel carrega muitas historias e Mac descobre uma delas bem no piso gasto de seu novo quarto. Um assassinato que aconteceu há anos, sem pista alguma, sem prisões, sem historia. Intrigada, a guardiã vai investigar a fundo e descobrir quem anda alterando as historias alheias, tudo isso enquanto tenta dar conta dos estreitos carregados, de sua família louca e de Wesley, um rapaz que parece lhe entender como ninguém.

Os capítulos são escritos em primeira pessoa, dessa forma conhecemos mais afundo Mackenzie e seus pensamentos e sentimentos. Além disso, alguns capítulos são intercalados com alguns flashbacks de sua infância com seu avô, e assim entendemos mais como ela se tornou uma guardiã. Quanto a leitura, é de fácil compreensão e o livro flui bem, apesar de sentir que o início do livro foi um pouco parado. Leva algumas boas páginas até que ele pegue no tranco e te prenda, mas quando o faz, você não quer largar o livro.

A guardiã tem um enredo muito original e sinto que poderia ter sido mais desenvolvido em alguns aspectos, principalmente os mistérios pois era fácil matar a charada logo de cara, fora isso, é um livro ótimo e como um Young Adult cumpre bem seu papel de ser leve e entreter. Vocês já conheciam A Guardiã de Histórias? Ficaram curiosos para conhecer? Me contem aqui nos comentários.

Livro: A guardiã de Histórias (The Archived #1). Autor(a): Victoria Schwab. Editora: Bertrand Brasil. Páginas: 322. Sinopse oficial: Imagine um lugar onde, como livros, os mortos repousam em prateleiras. Cada corpo tem uma história para contar, uma vida disposta em imagens que apenas os Bibliotecários podem ler. Aqui, os mortos são chamados de Histórias, e […]

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Apenas uma escorpiana de 21 anos tentando se formar em letras, dividindo o tempo entre ir para as festinhas, ler todos os livros e assistir todas as séries possíveis e, entre tudo isso, numa mistura doida, escrever historias que já ouviu, viveu e criou. Para me conhecer melhor me segue nas redes sociais @nannasl



12 janeiro 2018


Se o amor é uma pedra preciosa,
O que sinto por você é…
A pedra filosofal.
Fruto da imaginação.
Que tento corroborar comigo mesmo
Que ela existe de verdade.
E que de todos os loucos do mundo,
Eu sou o último dos alquimistas
Que perde tempo com o amor.

Se o amor é uma pedra preciosa, O que sinto por você é… A pedra filosofal. Fruto da imaginação. Que tento corroborar comigo mesmo Que ela existe de verdade. E que de todos os loucos do mundo, Eu sou o último dos alquimistas Que perde tempo com o amor.

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Estudante de biológicas e escritor quando a inspiração bate.



5 janeiro 2018

Oi pessoal,

No post de hoje eu quero compartilhar com vocês algo que eu decidi implementar na minha vida: O Minimalismo.

Quem me conhece sabe que eu tenho uma quedinha por moda, eu gosto de me vestir e me sentir bonita, sabe? E quem não gosta de vestir uma roupa que te deixa com a autoestima lá no céu? Eu gosto muito do assunto, por isso eu estou sempre pesquisando sobre ele, mas não vai achando que eu sou uma especialista não, tá bom? É apenas um interesse mesmo. Sabe aquela frase famosa da Chanel: “Vista-se mal e repararão o vestido, vista-se bem e repararão a mulher”? Então, é basicamente isso que eu tento seguir. A forma como eu leio essa frase é a seguinte: vestir-se bem não significa necessariamente vestir roupas caras ou que estão em tendência, mas vestir o que, de fato, me representa. Dessa forma, é evidente que verão quem eu sou. Mas nem sempre fui assim; por muito tempo eu achei que não era uma pessoa que se encaixava no perfil fashion. Vou contar um pouquinho da minha história para você: Quando eu era criança eu não tinha nenhum interesse por moda, obviamente eu só queria ser criança e brincar o tempo inteiro – embora a gente bem saiba que tem meninas que desde pequenininhas gostam de se “enfeitar” da cabeça aos pés, e eu era justamente o oposto: eu não me preocupava em colocar um vestido, não me preocupava se o meu sapatinho combinada com a estampa da minha blusa ou coisas o tipo! Então eu já cresci achando que eu não tinha estilo nenhum, que não sabia nada de moda e o pior, que não era muito feminina!

Imagina só que louca! Foi na metade da minha adolescência que eu realmente comecei a ter interesse pelo assunto da moda. Comecei a pesquisar, tentar imitar ou criar looks, mas o fato é que eu ainda não me via como uma pessoa estilosa, sabe? Eu nunca fui uma menina que gosta de passar horas e horas no shopping, entrando em todas as lojas para comprar produtos, que por vezes são absurdamente caros, e que no fim das contas eu provavelmente iria usar uma vez ou outra. Por isso, quando eu olhava e ainda olho, para aquelas blogueiras lindas, que fazem a gente sonhar com aquele tipo de penteado ou aquele vestido incrível ou aquele sapato de salto 15 que me deixaria achando que sou a gêmea da Gigi (Gisele Bündchen, para aqueles que não são achegados!) ou aqueles closets que são maiores e mais cheios que meu apartamento, eu me achava a própria capivara com dengue! Isso porque aquele não era, e creio que nunca será, o meu estilo de moda, ou vida. Não me leve a mal, eu amo um saltão, vestidos, saias, calças, blusas… E quem quiser me presentear, fique à vontade; o que eu quero dizer é que eu não sinto a necessidade de ter um guarda roupa (nem digo closet, por que não sou tão chique assim, quem sabe um dia eu chegue lá!) Lotado de roupas e sapatos que eu não vou ter nem ocasião para usar. Então, eu me perguntei: qual é o meu estilo? É sobre isso que eu quero conversar com você.

Recentemente, em umas dessas minhas pesquisas na internet, eu encontrei uma moça super fofa que tem um canal no YouTube, onde ela fala sobre o estilo minimalista que ela adotou. Quando eu a vi e pensei: “Pronto! Tem outro caminho! Eu tenho estilo sim! ”. Comecei a pesquisar mais e mais sobre o assunto e pude ver que existem muitas pessoas adotando essa postura. Tópicos como Moda sustentável, Slow fashion e tantos outros movimentos que tem por aí eu e eu estava por fora! E algo interessante de ver também, é que não são só pessoas solteiras ou casais sem filhos, que adotam essa postura não, famílias com mais de nove membros também podem ser minimalistas! O assunto, obviamente, não se aplica apenas à moda, ele é gigante! Eu fiquei muito feliz quando descobri tanta informação! E decidi que quero isso para a minha vida. Não quero ter mais do que eu preciso, como certo sábio uma vez disse: “Tendo sustento e com que nos vestir, estejamos contentes”. E tenho que certeza que será um processo, talvez, longo e difícil, no começo, mas tenho certeza absoluta que irei colher efeitos positivos dessa escolha.

Eu sempre digo que um hábito é difícil de perder e de adquirir. Portanto, é importantíssimo escolher o hábito certo que você quer para sua vida. Eu tenho mania de guardar tudo o que me dão, com o pretexto de que talvez um dia eu possa precisar. Se você abrir meu guarda roupa, agora mesmo, você ainda vai ver um monte de roupa que eu não uso há mais de um ano. E olha que já doei um monte delas, mas ainda preciso me desapegar de tanta coisa! Que mania doida né?! Para que precisamos de tanta coisa, se no final das contas vamos usar, no máximo, 1/3 delas?
Bom, eu espero que até o próximo post eu consiga trazer a boa notícia de que eu me desapeguei de mais um pouco das coisinhas que eu não uso!

Como você pode ver, tem muita coisa boa para compartilhar sobre o assunto, espero que você goste e possamos conversar mais sobre isso!
Então me conte um pouquinho sobre o seu estilo também!

Oi pessoal, No post de hoje eu quero compartilhar com vocês algo que eu decidi implementar na minha vida: O Minimalismo. Quem me conhece sabe que eu tenho uma quedinha por moda, eu gosto de me vestir e me sentir bonita, sabe? E quem não gosta de vestir uma roupa que te deixa com a […]

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Cearence de raiz, carioca de coração. Ama passar tardes divertidas com os amigos; conhecer novas pessoas e descobrir novos lugares. Cozinhar é o seu hobby e bater um papo sobre música ou filmes é o segredo para ganhar sua amizade. Para me conhecer melhor me siga nas minhas redes sociais @laenalleandro



30 dezembro 2017

Título: Fiquei com Seu Número
Autor: Sophie Kinsella
Editora: Record
Número de Páginas: 654
Ano de Publicação: 2012

Sinopse oficial – A jovem Poppy Wyatt está prestes a se casar com o homem perfeito e não podia estar mais feliz… Até que, numa bela tarde, ela não só perde o anel de noivado (que está na família do noivo há três gerações) como também seu celular. Mas ela acaba encontrando um telefone perdido no hotel em que está hospedada. Perfeito! Agora os funcionários podem ligar para ela quando encontrarem seu anel. Quem não gosta nada da história é o dono do celular, o executivo Sam Roxton, que não suporta a ideia de ter alguém bisbilhotando suas mensagens e sua vida pessoal. Mas, depois de alguns torpedos, Poppy e Sam acabam ficando cada vez mais próximos e ela percebe que a maior surpresa da sua vida ainda está por vir.

Eu fiquei com o seu número, de Sophie Kinsella, é definitivamente uns dos meus livros preferidos em 2017, pois Sophie consegue te transportar para as aventuras de Poppy Wyatt naturalmente. Logo de início, já estava completamente envolvida com a história e me divertindo. Os livros de Sophie Kinsella têm um ritmo alucinante, sendo uma característica dela e dos livros do gênero chick-lit, mas acredito que ela consegue fazer isso com maestria.

O livro apresenta um enredo ágil, de fácil entendimento, engraçado e cativante e é impossível parar de ler ou de não se envolver com a história. Nesse livro, temos um personagem importantíssimo para o enredo, o celular de Poppy, sendo que ela acaba desenvolvendo uma relação extremamente obsessiva com ele pois, desde o início, ele apresenta a ligação da protagonista com alguma outra coisa, dessa maneira o celular tem um papel importante para o desenrolar de toda a história.

Poppy Watt, é definitivamente a personagem mais divertida, cativante e doida, mas no bom sentido da palavra, pois ela faz de tudo para recuperar seu anel perdido, até mesmo ficar com um celular de um estranho, mas apesar de ser uma personagem bem animada, o sumiço do anel vai trazer novas emoções e descobertas para a vida de Poppy. Em determinado momento do livro Poppy vai ser deparar com um questionamento: se ela deve seguir os seus instintos ou ficar com o caminho mais confortável, e nós como leitores torcemos por ela de forma involuntária.

Sophie Kinsella consegue nos fazer mergulhar de cabeça em sua história. Fiquei com seu número, é um livro completo pois, tem humor, intriga, romance. E por falar em romance, foi o que me mais me agradou e o que me arrancou mais suspiros, o desenrolar do romance me surpreendeu. Foi previsível? Um pouquinho. Clichê? Um pouquinho também, mas foi extremamente fofo, não de uma forma óbvia. Carregado de tensão e incertezas, a história de amor é completamente apaixonante.

De forma geral, o livro me surpreendeu, me prendeu em cada página, em cada folha me divertia com Poppy. Têm uma história bem desenvolvida, que surpreende com o seu decorrer. Os personagens são bem consistentes e posso garantir que vai ser uma leitura ótima, apaixonante e divertida. Esse livro é ótimo para quando estamos querendo esquecer um pouco da vida e ler algo mais leve. É uma ótima dica para essas férias de verão.

Título: Fiquei com Seu Número Autor: Sophie Kinsella Editora: Record Número de Páginas: 654 Ano de Publicação: 2012 Sinopse oficial – A jovem Poppy Wyatt está prestes a se casar com o homem perfeito e não podia estar mais feliz… Até que, numa bela tarde, ela não só perde o anel de noivado (que está […]

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Escorpiana, 22 anos, estudante de letras, criadora do Garota Turquesa. Deixou seus medos para trás e foi realizar seu sonho. Para me conhecer melhor me siga nas redes sociais @Gabimodolo26



29 dezembro 2017

Ela subia a rua com calma e classe. Sua rua sempre fora mal iluminada, sombria. Mas ela não se importava. Sempre chegava a essa hora em casa, e se sentia à vontade na escuridão. Olhava para cima e, com a lua iluminando seu rosto sereno, seu coração sorria.

Hoje havia sido um dia cansativo. Um problema atrás do outro fora aparecendo em seu caminho. Mas ela sabia resolver problemas com calma e despreocupação. Olhou para baixo, para suas mãos dentro de luvas ensanguentadas. Flexionou os dedos devagar, e sorriu. Seu trabalho não era fácil. Mas a acalmava.

Como ela chegou até aqui? Ela se perguntava isso diariamente. Não que estivesse infeliz com sua vida. Pelo contrário, gostava de imaginar que muita gente ansiava por uma vida igual à dela. Ela viajava para os melhores destinos. Conhecia pessoas novas. Passava suas noites com pessoas diferentes em lugares diferentes ou dormia sozinha mesmo, se assim desejasse. Mas as pessoas sem rosto e sem nome em sua cama não a excitava tanto quanto gostaria. Olho novamente para o sangue pingando de seus dedos delicados. Sorrindo, ela suspirou.
Ela evitava recordar o início do seu trajeto até aquele ponto em sua vida. Seu pai certamente não ficaria feliz com o desfecho de sua vida, se ainda estivesse vivo. Ela sorriu. Ele havia sido seu primeiro. Uma corrente de adrenalina eletrizante percorreu seu corpo enquanto se lembrava daquela noite, e de como foi fácil chegar por trás de sua poltrona e passar o arame por seu pescoço enquanto ele assistia a mais um jogo na velha TV da sala. Fedia a rum barato e Coca zero, o charuto ainda em sua mão. Ele se contorceu, deixando-o escapar por entre seus dedos, e finalmente se fora. Até hoje ela se perguntava se o que o matou realmente fora o arame lhe cortando o ar, ou se foi o choque de ver sua filha refletida na tela a sua frente, com um sorriso vibrante no rosto. Ela suspeitava que fosse a segunda opção.

Desde então, ela nunca mais usou o arame. Preferia facas, por fazê-la se sentir mais próxima de suas vítimas. Sentia sua própria agonia esvaecer e passar para elas, enquanto se contorcia embaixo do peso de seu corpo. O frio da faca indo de encontro com uma pele febril. Ela não vacilava, não havia hesitação em seus movimentos. Uma emoção utópica a preenchia por inteira enquanto a vida fugia delas, aos poucos, lhe escapando por entre os dedos.

Ela sentiu uma pontada em sua perna e parou de andar, voltando sua atenção para o presente. Olhando para baixo, notou que sua calça estava rasgada na coxa. Tirou as luvas e as descartou no bueiro. Havia começado a chover, e elas seriam levadas para longe com o temporal, qualquer resquício de um assassinato perdido nas águas debaixo da cidade. Ela colocou um dedo no rasgo de sua calça, e viu que sua coxa estava sangrando. Franziu o cenho, tentando se lembrar do momento em que havia se cortado. Isso nunca havia acontecido antes, não com ela.

Ela tratava suas matanças como um cirurgião trata um paciente na mesa de operação, impecável, precisa, como suas facas. Uma dança de sentimentos, um balé sombrio. Ela realizava cada movimento com graça e perfeição, e saía ilesa e triunfante de cada coreografia.
Mas hoje havia sido diferente. O dia havia sido exaustivo, desde cedo seguindo seu alvo pelas ruas da cidade, esperando o momento certo para atuar. Ela jamais confessaria que nem ela sabia como escolhia as pessoas. Ela apenas sentia em seus ossos que estava na hora de matar novamente. E daí, via alguma pessoa na rua, e instintivamente sentia uma conexão. Ela passou novamente a mão pelo ferimento, e distraidamente deu meia volta. Ela tinha que voltar, para ter certeza de que não havia deixado rastros na cena do crime. Ela tinha que voltar.

A chuva havia se tornado tempestade, e ela não estava enxergando por onde andava. Mas não se importava, ela conhecia o caminho para a casa dela. Havia feito esse caminho tantas vezes enquanto se planejava, esperando o momento certo, que o mapa havia se tornado uma tatuagem em sua mente. Sua perna continuava a latejar e andar se tornava cada vez mais difícil. Mas ela não se incomodava. Ela parou em frente à casa, olhando de relance para a sacada iluminada. As luzes estavam apagadas quando ela saiu de lá, poucas horas atrás. Ela deu a volta pela casa, entrando pela janela dos fundos, retraçando o caminho que havia feito para fugir da cena do crime.

A casa estava em silencia, e ela amava o eco que ficava como rastro de uma morte recente. O fim de uma vida deixava o ar mudo. Ela raramente voltava a sua obra de arte, gostava de lembrar-se da sensação daquele instante, mas nunca voltar a se envolver com o local. Mas hoje tudo fora diferente, e talvez voltar havia sido uma boa ideia afinal. Não só para corrigir seu erro bobo, mas para relembrar, sentir o êxtase mais uma vez. Ela andou pela casa, lentamente fazendo seu caminho para o quarto principal, onde havia deixado o corpo, no chão, ao lado da cama. A porta estava aberta, e a luz acesa. Ela havia deixado tudo escancarado dessa forma? Não se lembrava. Ela entrou, se aproximando do pé da cama, e parou ali mesmo, olhando para o corpo no chão, exatamente onde ela havia deixado.

Ela sorriu, satisfeita com sua obra de arte, quando um brilho no canto de sua visão chamou sua atenção. Ela virou, e sentiu uma lâmina em sua garganta, e olhando para baixo viu sua blusa manchar de carmim. Ela tentava falar, sua mão voando para sua garganta, mas nada saía além de um gargarejo, uma pergunta em forma de desespero. Ela caiu de joelhos, sentindo de relance aquele corte na coxa, agora tão ínfimo e sem importância. Outro gargarejo, ela olhou para cima, desesperadamente tentando entender como havia chegado àquele ponto. Sua vida era boa, com os melhores destinos, e pessoas sem nome e sem rosto em sua cama. Uma pessoa sem rosto em pé à sua frente, a fria faca na mão, pingando sangue, seu sangue. Tremendo, caiu de lado, se agarrando aos lençóis da cama e ao resquício de vida que ainda lhe pertencia, enquanto a mulher virava as costas e saia do quarto, mas não sem antes apagar a luz.

Ela subia a rua com calma e classe. Sua rua sempre fora mal iluminada, sombria. Mas ela não se importava. Sempre chegava a essa hora em casa, e se sentia à vontade na escuridão. Olhava para cima e, com a lua iluminando seu rosto sereno, seu coração sorria. Hoje havia sido um dia cansativo. Um […]

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Geminiana, 25 anos, estudante de Letras e apaixonada por literatura, leva uma vida pseudo-fitness e adora vídeo de animais fofinhos. Dona do canal Portuguese with Ease, adora escrever uma história de suspense nas horas vagas. Para me conhecer melhor siga nas redes sociais @gwydians





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