20 abril 2018

Quando em nossas vidas chegamos ao ponto de não sabermos o que fazer ou qual é o melhor caminho para seguir, nos perdemos, ficamos confusos e com medo. Em momentos escuros o medo e a raiva são os nossos melhores amigos, mas não deviam ser.

Ele chegou nesse ponto aos 22 anos. Muitos dizem que era muito jovem para tais sentimentos e angústias, mas ninguém viveu o que ele viveu. Então, não importa o que os outros vão pensar, ou dizer, pois todos já passaram por momentos como esse, mas são hipócritas o suficiente para negar. Bom, minha querida Maria Alice, você deve estar se perguntando o porquê de sua velha tia estar falando essas coisas, para muitos tudo isso são besteiras, mas deixo para você tirar essa conclusão.

Sabe, Maria, a vida é uma loucura, mas ainda não decidi se é a vida ou são pessoas, ou a soma desses dois fatores. Tem algo mais, ela dá voltas e às vezes ela volta para nos cobrar ou nos lembrar de algo que está dentro de nós. Os chamados fantasmas do passado. As pessoas, em sua maioria, e eu me incluo nesse grupo, têm medo desses fantasmas. Por isso, Maria Alice, nunca faça algo que se arrependa mais tarde, sempre siga o seu coração, por mais clichê que esse conselho pareça, para que você não sofra desse mal.
Bom, estava te dizendo que quando você chegar em um momento crucial da sua vida e não souber qual é o caminho a se tomar, pois nós seres humanos somos impacientes e queremos tudo para já, peço que tenha paciência, esperança e fé. Não digo fé no sentido de crer em um Deus, mas fé no sentido de crer em você. Foi o que disse para ele quando tinha apenas 22 anos, mas essa carta não é para o seu querido Tio Fran, e sim para você, minha querida flor. Digo para você a mesma coisa que disse para Fran, que a vida merece ser vivida, independentemente das coisas ruins que nos abatem todos os dias.

Maria, lhe recomendo que viva a vida, mas não seja telespectadora como muitos fazem. Não corra com a vida, pois ela já corre sozinha. Viva a sua vida seguindo a sua consciência, livre de opiniões alheias, mesmo que essas opiniões sejam das pessoas que mais amamos. Aprendi nesses meus 46 anos que nessa vida tudo passa, das coisas mais felizes as mais tristes, então, minha querida, isso que você está passando vai passar. Não sei ao certo quanto tempo vai levar, mas confia que vai passar e depois que todo sentimento se for, você tirará uma conclusão das coisas que viveu, valeu ou não a pena. Só você poderá tirar essa conclusão. Se o resultado for negativo, espero que não fique com raiva de si mesma e entenda tudo que sentiu, para que tais acontecimentos não se repitam.

Espero que depois que tudo passar, você viva a sua viva sob as suas regras e condutas. Seja feliz, para que quando dias sombrios chegarem, você se lembre que a vida merece ser vivida, pois ela é única e permite recomeçar quantas vezes quisermos, e não faz julgamentos. A vida Maria, é o nosso melhor presente. Felizmente ou infelizmente, só temos uma.

Quando em nossas vidas chegamos ao ponto de não sabermos o que fazer ou qual é o melhor caminho para seguir, nos perdemos, ficamos confusos e com medo. Em momentos escuros o medo e a raiva são os nossos melhores amigos, mas não deviam ser. Ele chegou nesse ponto aos 22 anos. Muitos dizem que […]

Leia mais

escrito por

Escorpiana, 22 anos, estudante de letras, criadora do Garota Turquesa. Deixou seus medos para trás e foi realizar seu sonho. Para me conhecer melhor me siga nas redes sociais @Gabimodolo26



13 abril 2018

Com o meu coração apertado, sentia uma angústia incessante entre o estômago e os intestinos. A cada lembrança doía mais. Parecia que tudo ia explodir a qualquer segundo. A lembrança daquela noite fazia com me sentisse única, especial. Fazia-me pensar que todos os Deuses o tinham enviado somente para mim. Era tão surreal e extraordinariamente excitante, mas a lembrança doía e martelava incansavelmente dia a após dia. Aquela noite foi mais que especial, foi singular. Pensar em você no início era engraçado e inesperado, pois nunca imaginaria que justo você, o menino mais improvável, iria pegar meu coração para si.

Meus pensamentos voltavam sempre para aquela mesma noite, repetitivamente, trilhando e examinando cada palavra dita e as que foram ditas somente pelo olhar. Meu coração acelera a cada memória. Como gostaria de poder voltar, pedir para permanecer e dizer em voz alta “Fica mais cinco minutos”, mas esse momento se perdeu. Adoraria poder colocar a culpa na vida, mas seria hipocrisia. Não foi a vida fomos nós. Faltou-nos coragem para verbalizar os sentimentos, vontades e desejos. Simplesmente ficamos quietos, mas nossos corações e corpos não, pois estes, ao contrário de nossa boca, falaram sua própria linguagem. A palavra nos faltou, e nos perdemos devido a sua ausência.

O tempo estava a nosso favor, pois o mundo tinha parado para nós. Para eu ser mulher e você homem. Fomos devotos um ao outro. Criamos um mundo paralelo naquela cama. Sendo eu, você e nosso tempo juntos, os habitantes. Nossa cumplicidade se entrelaçou junto aos lençóis bagunçados. Não tive medo ou vergonha de te dizer meus segredos, de te mostrar meu corpo e meu rosto sem enfeites. Quis ser sua. Decorei seu corpo e cada parte dele em minha memória. Cada pinta sua formava uma constelação em minha mente. Nossos cabelos desgrenhados nos davam um ar de familiaridade. Naquela noite eu fui sua e você foi meu, e a vida fez sentido pela primeira vez depois de um longo tempo.
Quis nunca levantar daquela cama e partir. Quando decidia ir, você me abraçava e me impedia, pedindo-me para ficar ao seu lado. Meu coração assentiu em satisfação a cada palavra sua, pois tudo parecia certo. A cada sorriso compartilhado, sentia vontade de nunca sair daquele quarto escuro. Gostaria de ter tido coragem para dizer meus verdadeiros sentimentos, mas não fui capaz. Simplesmente me calei.

Porém, o mundo lá fora nos chamou e pediu para que voltássemos. Despertamos e levantamos, deixando para trás as confidências, os abraços aconchegantes, a paixão. A cumplicidade se perdeu e virou indiferença. Tudo passou tão rápido, as horas se tornaram segundos ao seu lado, e o que permaneceu comigo foram somente lembranças, seu cheiro, sua risada, suas brincadeiras, e seus olhos semicerrados, de um verdadeiro amante. Meu coração se aperta cada vez mais, e ele me pede por você a cada dia, mas nego, pois, quando deixamos o nosso mundo secreto nossas realidades voltaram. A intimidade foi a primeira a ir embora.

Sempre que lembro daquela noite, quero voltar. Quero correr ao seu encontro, e te abraçar, pois você tem o abraço do tipo casa. Meu corpo pede e minha alma também, porém meu orgulho me impede, pois, a partir do momento em que aquela noite chegou ao fim, algo em você também mudou. Com os meus próprios olhos, vi nascer em você a indiferença. A confiança que sentia sumiu, e a rejeição surgiu. Tudo mudou com um piscar de olhos, e foi assim que te perdi, para os teus medos. Agora, nessa noite, só consigo pensar no contorno de seus lábios e de sua barba roçando em meu corpo, porém, essa memória não passa de uma lembrança. Uma lembrança saudosa. Uma lembrança com gosto de nostalgia.

Com o meu coração apertado, sentia uma angústia incessante entre o estômago e os intestinos. A cada lembrança doía mais. Parecia que tudo ia explodir a qualquer segundo. A lembrança daquela noite fazia com me sentisse única, especial. Fazia-me pensar que todos os Deuses o tinham enviado somente para mim. Era tão surreal e extraordinariamente […]

Leia mais

escrito por

Escorpiana, 22 anos, estudante de letras, criadora do Garota Turquesa. Deixou seus medos para trás e foi realizar seu sonho. Para me conhecer melhor me siga nas redes sociais @Gabimodolo26



3 abril 2018

Naquela mesa, sentada, vendo a vida passar por seus olhos, olhava através da janela do seu quarto, ouvindo o vento cantar, o sol bater e queimar. Sentada, via o mundo girar com velocidade máxima, com ânsia de vida. Seu coração batia forte, acelerado, assim como sua mente. Pensava em mil ideias, em mil projetos e em mil sonhos do futuro. A expectativa era grande, a aposta também. O futuro teria que ser brilhante.

Sonhava acordada, com os dias do amanhã. Criava diálogos, personagens, viagens, roteiros, amores, cheiros. Mas continuava sentada atrás de uma mesa laranja. Pensava que estava ficando louca, pois ninguém deixava a imaginação tomar conta dessa maneira. Em vez de viver, sonhava com a vida. Não tinha coragem de se levantar e encara-la. O dia a dia no mundo real a matava rapidamente, pois tudo era cruel lá fora e não era permitido errar nesse mundo. Já no mundo imaginário, tinha a chance de ser quem gostaria, poderia errar quantas vezes quisesse, pois nada era permanente. Era tudo faz de conta.

Os anos passariam e ela ainda estaria a brincar com o mundo que não existe, morreria atrás daquela mesa, vendo todos conquistarem o mundo, todos menos ela. Morreria de tristeza, por não ter arriscado, por não ter levantado e ter errado. Os dois mundos finalmente iriam se encontrar, mas seria tarde demais. Definharia-se junto ao seu corpo, ao lado de suas ideias não realizadas.

Olha através da janela de vidro e observa tudo passar por seus olhos e ouve o som de um passarinho cantando, senta-se no chão gelado e começa a chorar como nunca chorou antes. Levanta desesperada, vai a lavanderia e busca incansavelmente por algo pesado. Pega o martelo de uma caixa enferrujada que costumava ser azul e volta para a mesa laranja e bate com tanta força que a mesa se parte. E a cada martelada, escorriam lágrimas de seus olhos. Com cada lágrima, seu coração e mente iam se libertando.

Naquela mesa, sentada, vendo a vida passar por seus olhos, olhava através da janela do seu quarto, ouvindo o vento cantar, o sol bater e queimar. Sentada, via o mundo girar com velocidade máxima, com ânsia de vida. Seu coração batia forte, acelerado, assim como sua mente. Pensava em mil ideias, em mil projetos e […]

Leia mais

escrito por

Escorpiana, 22 anos, estudante de letras, criadora do Garota Turquesa. Deixou seus medos para trás e foi realizar seu sonho. Para me conhecer melhor me siga nas redes sociais @Gabimodolo26



3 abril 2018

Você acredita em destino? Pois eu sim! Nada é por acaso, como poderia ser? Pode parecer loucura, eu sei, mas quero te rever. Para poder sentir mais uma vez a sua pele na minha, seus braços protetores em volta de minha cintura. Pensar em você faz minhas entranhas queimarem de desespero por seu toque. Como dói sua partida.

A vida brincou e foi senhora de nosso destino, quando atraiu nosso encontro inesperado e logo depois forçou-nos a despedida. Lembro-me tão bem quando você foi embora relutante. Era meados de novembro, a noite nos abençoava com seu calor e estrelas. Estávamos abraçados, enamorados, como se fôssemos as únicas pessoas que importavam no mundo, e naquele momento realmente éramos. Você era meu e eu era sua. A rua ao nosso redor era movimentada, mas nossas almas eram tranquilas.

Seus braços eram minha calmaria contra aquela agitação. A rua Augusta nunca fora tão bonita, como fora naquela noite. Sentir sua respiração quente e sua voz rouca em volta de mim, era simplesmente meu paraíso pessoal. Ainda consigo sentir e quase tocar em minha memória quando lembro daquela noite estrelada. Meu coração ainda pula de forma desgovernada ao pensar em você. Sua risada é tão vívida em minha memória.

Seu jeito de ver o mundo simplesmente me encantou. Me senti protegida por você. Nossas mãos unidas, inseparáveis, pareciam que se conheciam a vida toda. O ar de familiaridade de nossos olhares entregava qualquer palavra não dita. Não houve estranheza, mas sim entendimento.

Você acredita em destino? Pois eu sim! Nada é por acaso, como poderia ser? Pode parecer loucura, eu sei, mas quero te rever. Para poder sentir mais uma vez a sua pele na minha, seus braços protetores em volta de minha cintura. Pensar em você faz minhas entranhas queimarem de desespero por seu toque. Como […]

Leia mais

escrito por

Escorpiana, 22 anos, estudante de letras, criadora do Garota Turquesa. Deixou seus medos para trás e foi realizar seu sonho. Para me conhecer melhor me siga nas redes sociais @Gabimodolo26



2 março 2018

Sentada naquele trem, com cheiro de madeira envelhecida e tabaco, sem saber o que esperar e o que faria quando chegasse ao seu destino: Barcelona. Aquela viagem seria a porta de entrada para a sua nova vida, pois já não era mais uma jovem adolescente. Apesar da idade, seu espírito ansiava por aventuras que não pode fazer na época de meninice. Sentada naquele banco cor de vermelho apagado, pensava nas coisas que a levaram ali, naquele exato momento e todos os obstáculos que teve que superar, pois a vida no passado não tinha sido muito bondosa com ela, mas sua esperança, fé pela vida e o amor à suas filhas a fez superar qualquer obstáculo que a vida lhe impôs. Ela fez questão de comprar seu bilhete ao lado da janela para que pudesse olhar o mundo em sua volta e poder observar todos ao seu redor, com a mais tranquila paz do universo, como uma telespectadora de um filme.

Ali, esperando o trem partir para sua nova aventura, pensava nas outras vidas que tivera e nos caminhos que percorrera. Somente aos cinquenta anos se sentia livre, independente e empoderada. Pensou em seu marido, ou melhor, em seu ex-marido que nada mais era do que um matador de sonhos e vontades. Logo agradeceu aos Deuses por essa época da vida ter passado e por ter aprendido, pois nos erros aprendemos a nos conhecer. Logo seus pensamentos ficaram livres e leves, dentro de instantes sua nova vida iria começar e o trem iria zarpar com uma nova mulher.

Com o movimento do trem, não pôde evitar de pensar em suas filhas e de sentir saudades, mas ela precisava dessa viagem. Em Barcelona iria se reconhecer de novo e reaprender tudo aquilo que queria ser, pois nesses últimos anos ela tinha esquecido de se querer e de se amar. Em Barcelona iria se refazer. Iria sonhar. Se apaixonar por si mesma. E o mais importante: iria ser feliz. O barulho dos trilhos a fazia se sentir ansiosa para chegar ao seu destino. Olhava a paisagem passar através da janela e se encantava com o colorido. Respirava e enchia seu peito de esperança e coragem.

A viagem de trem de Lisboa à Barcelona passou em um piscar de olhos, o sorriso em seu rosto parecia de uma pessoa que acabara de ganhar na loteria, ou que o George Clooney havia sentado ao seu lado a viagem inteira. O sol brilhava, desejando boa fortuna, o tempo andava mais devagar, para que ela pudesse absorver cada segundo e momento ali. A estação de trem era tão clara e branca. Pegou sua mochila cor de caramelo, cheia de fitas dos países que tinha passado, uma de cada cor. A mochila estava tão pesada, que por um momento se arrependeu de ter comprado tantas coisas. Porém o peso de sua mochila foi esquecido rapidamente e finalmente ela se deu conta que chegara a Barcelona. Colocou sua mochila nas costas e foi caminhar para a mais nova aventura de sua nova vida.

Sentada naquele trem, com cheiro de madeira envelhecida e tabaco, sem saber o que esperar e o que faria quando chegasse ao seu destino: Barcelona. Aquela viagem seria a porta de entrada para a sua nova vida, pois já não era mais uma jovem adolescente. Apesar da idade, seu espírito ansiava por aventuras que não […]

Leia mais

escrito por

Escorpiana, 22 anos, estudante de letras, criadora do Garota Turquesa. Deixou seus medos para trás e foi realizar seu sonho. Para me conhecer melhor me siga nas redes sociais @Gabimodolo26





desenvolvido por QRNO