13 abril 2018

Com o meu coração apertado, sentia uma angústia incessante entre o estômago e os intestinos. A cada lembrança doía mais. Parecia que tudo ia explodir a qualquer segundo. A lembrança daquela noite fazia com me sentisse única, especial. Fazia-me pensar que todos os Deuses o tinham enviado somente para mim. Era tão surreal e extraordinariamente excitante, mas a lembrança doía e martelava incansavelmente dia a após dia. Aquela noite foi mais que especial, foi singular. Pensar em você no início era engraçado e inesperado, pois nunca imaginaria que justo você, o menino mais improvável, iria pegar meu coração para si.

Meus pensamentos voltavam sempre para aquela mesma noite, repetitivamente, trilhando e examinando cada palavra dita e as que foram ditas somente pelo olhar. Meu coração acelera a cada memória. Como gostaria de poder voltar, pedir para permanecer e dizer em voz alta “Fica mais cinco minutos”, mas esse momento se perdeu. Adoraria poder colocar a culpa na vida, mas seria hipocrisia. Não foi a vida fomos nós. Faltou-nos coragem para verbalizar os sentimentos, vontades e desejos. Simplesmente ficamos quietos, mas nossos corações e corpos não, pois estes, ao contrário de nossa boca, falaram sua própria linguagem. A palavra nos faltou, e nos perdemos devido a sua ausência.

O tempo estava a nosso favor, pois o mundo tinha parado para nós. Para eu ser mulher e você homem. Fomos devotos um ao outro. Criamos um mundo paralelo naquela cama. Sendo eu, você e nosso tempo juntos, os habitantes. Nossa cumplicidade se entrelaçou junto aos lençóis bagunçados. Não tive medo ou vergonha de te dizer meus segredos, de te mostrar meu corpo e meu rosto sem enfeites. Quis ser sua. Decorei seu corpo e cada parte dele em minha memória. Cada pinta sua formava uma constelação em minha mente. Nossos cabelos desgrenhados nos davam um ar de familiaridade. Naquela noite eu fui sua e você foi meu, e a vida fez sentido pela primeira vez depois de um longo tempo.
Quis nunca levantar daquela cama e partir. Quando decidia ir, você me abraçava e me impedia, pedindo-me para ficar ao seu lado. Meu coração assentiu em satisfação a cada palavra sua, pois tudo parecia certo. A cada sorriso compartilhado, sentia vontade de nunca sair daquele quarto escuro. Gostaria de ter tido coragem para dizer meus verdadeiros sentimentos, mas não fui capaz. Simplesmente me calei.

Porém, o mundo lá fora nos chamou e pediu para que voltássemos. Despertamos e levantamos, deixando para trás as confidências, os abraços aconchegantes, a paixão. A cumplicidade se perdeu e virou indiferença. Tudo passou tão rápido, as horas se tornaram segundos ao seu lado, e o que permaneceu comigo foram somente lembranças, seu cheiro, sua risada, suas brincadeiras, e seus olhos semicerrados, de um verdadeiro amante. Meu coração se aperta cada vez mais, e ele me pede por você a cada dia, mas nego, pois, quando deixamos o nosso mundo secreto nossas realidades voltaram. A intimidade foi a primeira a ir embora.

Sempre que lembro daquela noite, quero voltar. Quero correr ao seu encontro, e te abraçar, pois você tem o abraço do tipo casa. Meu corpo pede e minha alma também, porém meu orgulho me impede, pois, a partir do momento em que aquela noite chegou ao fim, algo em você também mudou. Com os meus próprios olhos, vi nascer em você a indiferença. A confiança que sentia sumiu, e a rejeição surgiu. Tudo mudou com um piscar de olhos, e foi assim que te perdi, para os teus medos. Agora, nessa noite, só consigo pensar no contorno de seus lábios e de sua barba roçando em meu corpo, porém, essa memória não passa de uma lembrança. Uma lembrança saudosa. Uma lembrança com gosto de nostalgia.

Com o meu coração apertado, sentia uma angústia incessante entre o estômago e os intestinos. A cada lembrança doía mais. Parecia que tudo ia explodir a qualquer segundo. A lembrança daquela noite fazia com me sentisse única, especial. Fazia-me pensar que todos os Deuses o tinham enviado somente para mim. Era tão surreal e extraordinariamente excitante, mas a lembrança doía e martelava incansavelmente dia a após dia. Aquela noite foi mais que especial, foi singular. Pensar em você no início era engraçado e inesperado, pois nunca imaginaria que justo você, o menino mais improvável, iria pegar meu coração para si.

Meus pensamentos voltavam sempre para aquela mesma noite, repetitivamente, trilhando e examinando cada palavra dita e as que foram ditas somente pelo olhar. Meu coração acelera a cada memória. Como gostaria de poder voltar, pedir para permanecer e dizer em voz alta “Fica mais cinco minutos”, mas esse momento se perdeu. Adoraria poder colocar a culpa na vida, mas seria hipocrisia. Não foi a vida fomos nós. Faltou-nos coragem para verbalizar os sentimentos, vontades e desejos. Simplesmente ficamos quietos, mas nossos corações e corpos não, pois estes, ao contrário de nossa boca, falaram sua própria linguagem. A palavra nos faltou, e nos perdemos devido a sua ausência.

O tempo estava a nosso favor, pois o mundo tinha parado para nós. Para eu ser mulher e você homem. Fomos devotos um ao outro. Criamos um mundo paralelo naquela cama. Sendo eu, você e nosso tempo juntos, os habitantes. Nossa cumplicidade se entrelaçou junto aos lençóis bagunçados. Não tive medo ou vergonha de te dizer meus segredos, de te mostrar meu corpo e meu rosto sem enfeites. Quis ser sua. Decorei seu corpo e cada parte dele em minha memória. Cada pinta sua formava uma constelação em minha mente. Nossos cabelos desgrenhados nos davam um ar de familiaridade. Naquela noite eu fui sua e você foi meu, e a vida fez sentido pela primeira vez depois de um longo tempo.
Quis nunca levantar daquela cama e partir. Quando decidia ir, você me abraçava e me impedia, pedindo-me para ficar ao seu lado. Meu coração assentiu em satisfação a cada palavra sua, pois tudo parecia certo. A cada sorriso compartilhado, sentia vontade de nunca sair daquele quarto escuro. Gostaria de ter tido coragem para dizer meus verdadeiros sentimentos, mas não fui capaz. Simplesmente me calei.

Porém, o mundo lá fora nos chamou e pediu para que voltássemos. Despertamos e levantamos, deixando para trás as confidências, os abraços aconchegantes, a paixão. A cumplicidade se perdeu e virou indiferença. Tudo passou tão rápido, as horas se tornaram segundos ao seu lado, e o que permaneceu comigo foram somente lembranças, seu cheiro, sua risada, suas brincadeiras, e seus olhos semicerrados, de um verdadeiro amante. Meu coração se aperta cada vez mais, e ele me pede por você a cada dia, mas nego, pois, quando deixamos o nosso mundo secreto nossas realidades voltaram. A intimidade foi a primeira a ir embora.

Sempre que lembro daquela noite, quero voltar. Quero correr ao seu encontro, e te abraçar, pois você tem o abraço do tipo casa. Meu corpo pede e minha alma também, porém meu orgulho me impede, pois, a partir do momento em que aquela noite chegou ao fim, algo em você também mudou. Com os meus próprios olhos, vi nascer em você a indiferença. A confiança que sentia sumiu, e a rejeição surgiu. Tudo mudou com um piscar de olhos, e foi assim que te perdi, para os teus medos. Agora, nessa noite, só consigo pensar no contorno de seus lábios e de sua barba roçando em meu corpo, porém, essa memória não passa de uma lembrança. Uma lembrança saudosa. Uma lembrança com gosto de nostalgia.

escrito por

Escorpiana, 22 anos, estudante de letras, criadora do Garota Turquesa. Deixou seus medos para trás e foi realizar seu sonho. Para me conhecer melhor me siga nas redes sociais @Gabimodolo26


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