3 abril 2018

Naquela mesa, sentada, vendo a vida passar por seus olhos, olhava através da janela do seu quarto, ouvindo o vento cantar, o sol bater e queimar. Sentada, via o mundo girar com velocidade máxima, com ânsia de vida. Seu coração batia forte, acelerado, assim como sua mente. Pensava em mil ideias, em mil projetos e em mil sonhos do futuro. A expectativa era grande, a aposta também. O futuro teria que ser brilhante.

Sonhava acordada, com os dias do amanhã. Criava diálogos, personagens, viagens, roteiros, amores, cheiros. Mas continuava sentada atrás de uma mesa laranja. Pensava que estava ficando louca, pois ninguém deixava a imaginação tomar conta dessa maneira. Em vez de viver, sonhava com a vida. Não tinha coragem de se levantar e encara-la. O dia a dia no mundo real a matava rapidamente, pois tudo era cruel lá fora e não era permitido errar nesse mundo. Já no mundo imaginário, tinha a chance de ser quem gostaria, poderia errar quantas vezes quisesse, pois nada era permanente. Era tudo faz de conta.

Os anos passariam e ela ainda estaria a brincar com o mundo que não existe, morreria atrás daquela mesa, vendo todos conquistarem o mundo, todos menos ela. Morreria de tristeza, por não ter arriscado, por não ter levantado e ter errado. Os dois mundos finalmente iriam se encontrar, mas seria tarde demais. Definharia-se junto ao seu corpo, ao lado de suas ideias não realizadas.

Olha através da janela de vidro e observa tudo passar por seus olhos e ouve o som de um passarinho cantando, senta-se no chão gelado e começa a chorar como nunca chorou antes. Levanta desesperada, vai a lavanderia e busca incansavelmente por algo pesado. Pega o martelo de uma caixa enferrujada que costumava ser azul e volta para a mesa laranja e bate com tanta força que a mesa se parte. E a cada martelada, escorriam lágrimas de seus olhos. Com cada lágrima, seu coração e mente iam se libertando.

Naquela mesa, sentada, vendo a vida passar por seus olhos, olhava através da janela do seu quarto, ouvindo o vento cantar, o sol bater e queimar. Sentada, via o mundo girar com velocidade máxima, com ânsia de vida. Seu coração batia forte, acelerado, assim como sua mente. Pensava em mil ideias, em mil projetos e em mil sonhos do futuro. A expectativa era grande, a aposta também. O futuro teria que ser brilhante.

Sonhava acordada, com os dias do amanhã. Criava diálogos, personagens, viagens, roteiros, amores, cheiros. Mas continuava sentada atrás de uma mesa laranja. Pensava que estava ficando louca, pois ninguém deixava a imaginação tomar conta dessa maneira. Em vez de viver, sonhava com a vida. Não tinha coragem de se levantar e encara-la. O dia a dia no mundo real a matava rapidamente, pois tudo era cruel lá fora e não era permitido errar nesse mundo. Já no mundo imaginário, tinha a chance de ser quem gostaria, poderia errar quantas vezes quisesse, pois nada era permanente. Era tudo faz de conta.

Os anos passariam e ela ainda estaria a brincar com o mundo que não existe, morreria atrás daquela mesa, vendo todos conquistarem o mundo, todos menos ela. Morreria de tristeza, por não ter arriscado, por não ter levantado e ter errado. Os dois mundos finalmente iriam se encontrar, mas seria tarde demais. Definharia-se junto ao seu corpo, ao lado de suas ideias não realizadas.

Olha através da janela de vidro e observa tudo passar por seus olhos e ouve o som de um passarinho cantando, senta-se no chão gelado e começa a chorar como nunca chorou antes. Levanta desesperada, vai a lavanderia e busca incansavelmente por algo pesado. Pega o martelo de uma caixa enferrujada que costumava ser azul e volta para a mesa laranja e bate com tanta força que a mesa se parte. E a cada martelada, escorriam lágrimas de seus olhos. Com cada lágrima, seu coração e mente iam se libertando.

escrito por

Escorpiana, 22 anos, estudante de letras, criadora do Garota Turquesa. Deixou seus medos para trás e foi realizar seu sonho. Para me conhecer melhor me siga nas redes sociais @Gabimodolo26


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