5 fevereiro 2019

Recentemente li o livro #GIRLBOSS da Sophia Amoruso, fiquei totalmente inspirada e neste post vou explicar o porquê. No livro, Sophia nos conta sua trajetória desde que saiu da escola, dos empregos que teve, a criação de sua loja de roupas vintage no Ebay, chegando até os dias de hoje, de como sua pequena loja se transformou em uma empresa milionária. Atualmente, Sophia é uma executiva de 100 milhões de dólares, CEO da loja Nasty Gal e uma mulher inspiradora, vale lembrar que além do livro #GIRLBOSS há também a série da Netflix lançada em 2017, inspirada no livro e produzida pela própria Sophia e estrelada pela maravilhosa Britt Robertson.

A história de Sophia é muito motivadora e envolvente para quem está em busca do sucesso. Porém, sucesso não somente no sentido de ganhar ou fazer dinheiro, mas também de realizar um sonho. Como ela diz em seu livro, o #GIRLBOSS foi criado para todos conseguirem se projetar em uma vida incrível em que se possa fazer o que quiser. Este livro, porém, não vai ensiná-la a ficar rica ou como começar um negócio.
Este livro vai ensiná-la a aprender com os seus próprios erros e com os erros da própria Sophia – e vale destacar que este livro não é um manifesto feminista. A meu ver ela dá três conselhos que vale a pena relembrar, são eles: nunca vire gente grande; não vire uma pessoa chata e nunca deixe o sistema te dominar. Como Sophia diz logo em seu primeiro capitulo: “A vida é curta. Não seja preguiçosa.”. Então vamos aos 7 passos para se tornar uma #GIRLBOSS:

1°passo: Não há regras para ser uma #GIRLBOSS, mas acredito que uma delas seria questionar tudo e todos. Claro, com sua devida sensatez.

2°passo: Como disse anteriormente, não tenha preguiça, pois só temos uma vida para ser vivida. Então, faça, aconteça, erre, respire, tente de novo, recomece e talvez acerte.

3°passo: Seja seu próprio ídolo. Admirar as conquistas dos outros é ótimo, mas não gaste suas energias focando somente nas outras pessoas, foque em você, em seu trabalho e como fará para realiza-lo.

4°passo: Abandone qualquer coisa da sua vida e dos seus hábitos que possa estar prendendo você. Recicle ou jogue fora. Algumas vezes é melhor jogar tudo fora e começar do zero do que continuar com algo que não te faz bem.

5°passo: Seja sempre você mesma e seja honesta com seus princípios. Sinceridade é a palavra que domina.

6°passo: Aproveite a caminhada. Divirta-se e faça bons amigos e memórias.

7°passo: Lembre-se que é através dos erros, ou enganos, que se acha o caminho certo. Todas as ações são criativas, nunca destarte suas ideias.

E tenha em mente que o caminho certo para os outros nem sempre é o caminho certo para você, pois cada um tem sua caminhada e é isso o que torna tudo tão incrível e especial. Para ser uma #GIRLBOSS não é necessário ser de terminado gênero. Para ser uma #GIRLBOSS é necessário ter força de vontade e foco. Ser uma #GIRLBOSS nem sempre segue o caminho que todos dizem correto, como Sophia Amoruso diz em seu livro “Caminho certo e estreito não é o único para chegar no sucesso”. E para terminar, para se tonar uma #GIRLBOSS é preciso se empenhar e construir seu caminho um pouquinho a cada dia. e então, porque não começar hoje? Projete um #GIRLBOSS e se torne uma.

Recentemente li o livro #GIRLBOSS da Sophia Amoruso, fiquei totalmente inspirada e neste post vou explicar o porquê. No livro, Sophia nos conta sua trajetória desde que saiu da escola, dos empregos que teve, a criação de sua loja de roupas vintage no Ebay, chegando até os dias de hoje, de como sua pequena loja […]

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Escorpiana, 22 anos, estudante de letras, criadora do Garota Turquesa. Deixou seus medos para trás e foi realizar seu sonho. Para me conhecer melhor me siga nas redes sociais @Gabimodolo26



3 fevereiro 2019

As redes sociais não são mais o abrigo dos memes, textões e selfies, agora, elas também dão espaço para a voz de uma nova geração de poetisas que sorrateiramente vem nos tirando o folego com seus versos certeiros.
Que o mundo dá voltas todo mundo sabe, mas em uma dessas voltas, algo fora do comum aconteceu: a poesia caiu no gosto do povo. A ideia de que poesia era uma coisa intelectual demais, destinada apenas à uma minoria que sabia interpreta-las foi por água abaixo! Poesia virou a febre do momento, os livros estão estão em primeiro lugar nas vendas e são a primeira coisa que você vê ao entrar na livraria.

Com versos diretos e simples, mas com a capacidade de nos arrancar o ar, estes escritores tratam de diversos temas como feminismo, relacionamento abusivo, amor e liberdade.
Nós aqui do Garota Turquesa separamos alguns autores que você P R E C I S A dar uma chance, e o único alerta que damos é: CUIDADO! Você pode ficar com uma vontade estranha de querer tatuar cada uma das poesias pelo seu corpo!

1 – RUPI KAUR
Rupi é uma indiana de 24 anos, ela agora mora do Canadá e vem se tornando um fenômeno de vendas graças aos seus livros “Outros Jeitos de Usar a Boca” e “O Que o Sol Faz Com as Flores”. Suas poesias são carregadas de feminismo e abordam temas como violência e perdas.

eu não fui embora porque
eu deixei de te amar
eu fui embora porque quanto mais
eu ficava menos
eu me amava

2 – RYANE LEÃO
Rayane é uma brasileira de Cuiabá, radicada em São Paulo. Ela estudou Letras e começou a divulgar suas poesias no Instagram e em alguns “lambe lambes” que espalhava pela cidade. Seu livro “Tudo Nela Brilha e Queima” foi publicado, e é voltado para o empoderamento feminino.

Sou vendaval
E te convido
dança comigo
Nessa tempestade
Que é ser eu?

3 – ATTICUS POETRY
Não tem muito o que se dizer, e essa é a melhor parte: ninguém sabe quem é Atticus Poetry! Pode ser mulher, homem, uma senhora, um adolescente… Não vamos descobrir tão cedo, e a frase para explicar seu mistério é que Atticus faz isso para sempre se lembrar de escrever o que sente e não o que os outros acham que ele deveria sentir. É um dos poetas que mais tem suas frases tatuadas e normalmente falam sobre o espirito selvagem, amor e corações partidos. Seu livro acabou de ser lançado no brasil, intitulado como “Gosto Dela Livre”.

Her heart was wild.
but I didn’t want to catch it,
I wanted to run with it,
To set mine free.

5 – NIKITA GILL
Nikita Gill é uma inglesa que teve suas obras rejeitadas pelas editoras nada menos do que 137 vezes! Ela não desistiu, agora tem milhares de seguidores, e três livros publicados, infelizmente, nenhum deles ainda foi traduzido para o português “Your Soul Is a River”, “Wild Embers: Poems Of Rebelion, Fire and Beauty” e “Fierce Fairy Tales: & Other Stories to Sit Your Soul”. Alguns dizem que sua poesia lembra as de Rupi Kaur, e deve ser porque ela também enfatiza muito o feminismo em seus versos.

Some days
I am more wolf
than woman
and I am still learning
how to stop apologizing

As redes sociais não são mais o abrigo dos memes, textões e selfies, agora, elas também dão espaço para a voz de uma nova geração de poetisas que sorrateiramente vem nos tirando o folego com seus versos certeiros. Que o mundo dá voltas todo mundo sabe, mas em uma dessas voltas, algo fora do comum […]

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Apenas uma escorpiana de 21 anos tentando se formar em letras, dividindo o tempo entre ir para as festinhas, ler todos os livros e assistir todas as séries possíveis e, entre tudo isso, numa mistura doida, escrever historias que já ouviu, viveu e criou. Para me conhecer melhor me segue nas redes sociais @nannasl



1 janeiro 2019

Há 24 horas para um ano novo, cheio de novas possibilidades e novos começos, estou sentada com meu notebook no colo em minha antiga casa de infância, deixando o vento tomar conta de mim. Olhando para uma das paisagens mais bonitas e simples que já vi, mas que um dia fugi e nunca quis voltar. Restando apenas algumas horas para o fim de 2018, me deparei com aquela mesma menina que morava nessa casa com apenas 11 anos de idade e com alguns anos a mais consigo ver o passado com mais clareza e com uma nova perspectiva de um futuro melhor.

Talvez essa seja a mágica de final de ano. Entender o passo, honrá-lo, respeitá-lo tanto as vivências boas quanto as ruins, e por fim crescer. O ano de 2018, realmente não foi um ano fácil, bom pelo menos para mim. Falo tanto pessoalmente, profissionalmente, quanto socialmente ou politicamente. Descobri que algumas pessoas têm muito ódio dentro de si e querem moldar o mundo somente de uma cor, sendo que, já vimos que isso nunca dá certo, mas prefiro acreditar na esperança e na empatia.

Mas falando de uma perspectiva um pouco mais geral, no fim valeu a pena, fiz amizade com pessoas imagináveis, que está tudo bem em matar algumas aulas da faculdade para ir para o bar com seus amigos, descobri também que alguns amores não precisam ser rotulados ou entendidos pelos outros, e que família é a coisa mais importante que temos.

Em 2018 planejei, fiz tantas resoluções e planos, mas alguns deles não aconteceram e outros mudaram completamente, pois a vida aconteceu, ou melhor o dia-a-dia aconteceu e de verdade, fico feliz por não ter seguido com alguns planos. As coisas que menos planejamos ou esperamos podem ser a mais divertidas de serem descobertas. Neste novo ano de 2019, sinceramente já tinha uma lista enorme de novas resoluções, mas simplesmente apaguei todas elas e deixei a página em branco. Para não falar que não fiz nenhuma resolução, a minha única resolução para esse ano será: viver o presente.

Há 24 horas para um ano novo, cheio de novas possibilidades e novos começos, estou sentada com meu notebook no colo em minha antiga casa de infância, deixando o vento tomar conta de mim. Olhando para uma das paisagens mais bonitas e simples que já vi, mas que um dia fugi e nunca quis voltar. […]

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Escorpiana, 22 anos, estudante de letras, criadora do Garota Turquesa. Deixou seus medos para trás e foi realizar seu sonho. Para me conhecer melhor me siga nas redes sociais @Gabimodolo26



16 maio 2018

Como em uma cena de filme, a rajada de vento faz com que a copa das árvores se agite e as delicadas flores caiam lentamente pelo chão. Após um longo tempo caminhando com os olhos fitando o céu matutino, ela finalmente repara na calçada que está andando e à medida que o sorriso vai se abrindo em seus lábios pintados de vermelho sangue, seus passos vão diminuindo.

A calçada antes tão cinza, agora está coberta de pétalas amarelas e roxas, algo que só a primavera poderia proporcionar.

É assim que Florença sabe que seu aniversário está chegando.

Sua mãe costumava dizer que o chão se cobria de flores para ela, que a mãe natureza a achava tão especial, que todos os anos criava um tapete florido só para homenageá-la. Ela sempre acreditou.

Para Florença este era o grande segredo da primavera, ela fazia com que tudo parecesse possível. E era mesmo. Antes dessa estação, ela resistira ao frio e a falta de cor do inverno. Florença detestava o inverno! Só a lembrava de sentimentos ruins. Mas a primavera não. Ah, a primavera… A adorável estação da transição, onde tudo que estava congelado e sem cor pouco a pouco derretia e se coloria. Era um convite a mudanças, e Florença era uma defensora delas. Suas primaveras a transformaram tanto!

Houve uma primavera em que ela aprendeu a fazer com que sua voz fosse ouvida com seriedade; uma outra em que ela se libertou de toda sua timidez e tingiu os lábios com cores ousadas; outras em que descobriu o amor… Existiram também as primaveras que lhe ensinaram a aceitar e superar toda a perda causada pelo inverno. Florença sempre aceitou os ensinamentos e levou o melhor deles.

Mas pela primeira vez ela estava receosa. O frio estava indo embora e o aconchego do sol chegava de mansinho, as flores brotavam e as borboletas batiam as asas pela primeira vez, mas o coração de Florença se recusava a aceitar as transformações.

Outra rajada de vento soprou a resposta que a menina tanto queria.

O cenário era o mesmo, porém, as entrelinhas diziam outra coisa. Porque diferente dos outros anos, as perdas da estação anterior não tinham parado, elas tinham chego a sua primavera como nunca antes, e não davam indícios de que iriam parar tão cedo. O mundo de Florença tinha desabado e ela não tinha controle algum sobre ele, mas precisava ter.

Era como estar na beira de um lago. Você vê seu reflexo na água turva, você vê o mundo que conhece bem atrás de você, e ele está caindo. Você sabe que precisa pular na água e nadar o mais rápido possível para o outro lado, mas você não se move.

Você fica estancada na beira do lago ruindo porque sabe que se pular na água, quando chegar ao outro lado, vai ter mudado. E isso é assustador.

Ao fim de sua passarela florida, outra constatação atinge a menina em cheio. Em seu momento de epifania, Florença se da conta de que sua vigésima primavera nada tinha a ver com mudanças; era sobre renascer! Ela estava se agarrando a coisas que não mais lhe pertenciam, e o vento outra vez lhe sussurrava que era preciso deixar ir.
Ela nunca poderia florescer novamente com folhas secas e mortas presas a ela.

Florença aceitou que era hora de se arriscar e chegar à outra beira do lago.

Na volta para casa, evitou sua calçada florida e foi por uma nova. Ao passo que o sorriso ia se abrindo em seus lábios pintados de vermelho sangue, suas folhas secas e amareladas iam caindo sobre o chão cinzento, formando agora um tapete de pétalas quebradiças. Não era bonito. Mas o caminho não importava, e sim o fim dele, porque lá, Florença renasceria majestosa, como as flores faziam em sua amada primavera.

Como em uma cena de filme, a rajada de vento faz com que a copa das árvores se agite e as delicadas flores caiam lentamente pelo chão. Após um longo tempo caminhando com os olhos fitando o céu matutino, ela finalmente repara na calçada que está andando e à medida que o sorriso vai se […]

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Apenas uma escorpiana de 21 anos tentando se formar em letras, dividindo o tempo entre ir para as festinhas, ler todos os livros e assistir todas as séries possíveis e, entre tudo isso, numa mistura doida, escrever historias que já ouviu, viveu e criou. Para me conhecer melhor me segue nas redes sociais @nannasl



8 maio 2018

Ela olhava para seu jardim de flores mortas do lado de fora da janela, na minúscula sacada de seu apartamento paulistano. Lá fora era mais um dia de frio, como todos os outros do mês de Julho haviam sido. Ela suspeitava que continuaria assim por um bom tempo, o clima em eterna sincronia com seu humor ultimamente.

Achava que as flores haviam morrido por conta do frio, ou talvez porque nunca mais se dera ao trabalho de retirar as folhinhas secas e podar os galhos mortos. Acreditava com todas suas forças que, assim como em sua vida amorosa, ou devido a morte dela, ela havia abandonado por completo aquele pequeno jardim florido, que antes lhe trazia tanta alegria e paz de espírito, pois nele nada mais via além de um coração partido e um sonho que havia evaporado quase tão rapidamente quanto àquele que havia pisoteado seu coração.

Os narcisos dados pelo amor recém findado murchara em questão de meses, e aquele que ela tanto estimara vivia dizendo que era descuido dela, assim como tudo em sua vida. Ele era assim, ela repetia para si mesma. Ela devia ter sido menos ingênua.

Engolia cada golpe sentido por suas palavras, cada farpa que ela confundia com preocupação e amor, mas não passava de fúteis tentativas de moldá-la a ser alguém que ela não era, e jamais seria. Até o dia em que ele fechara a porta, pouco depois que as flores haviam morrido. Quase como se as flores simbolizassem seu relacionamento: aquela flor que, enquanto significa renascimento, também traz infortúnios para aqueles que as tem consigo. E ela jurava que seria incapaz de respirar novamente quando ele partiu, até perceber que o ar a sua volta nunca fora tão gélido e refrescante, e nele poderia não só engolir rajadas claras de ar fresco como também voar com suas próprias asas.

Retirou do armário suas velhas luvas de jardim e sua pazinha descascada. Abriu as portas para a sua humilde sacada, enfrentando aquelas rajadas de ar frio que já não a assustavam mais. Com golpes precisos e delicados, retirou cada ramo e jogou-os em um saco plástico. Cada flor deixada de lado fazia com que sua alma se tornasse mais leve, sua vida renovada. E havia decidido: ali só plantaria girassóis, pois assim como elas, ninguém tiraria dela seu lugar ao sol.

Ela olhava para seu jardim de flores mortas do lado de fora da janela, na minúscula sacada de seu apartamento paulistano. Lá fora era mais um dia de frio, como todos os outros do mês de Julho haviam sido. Ela suspeitava que continuaria assim por um bom tempo, o clima em eterna sincronia com seu […]

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Geminiana, 25 anos, estudante de Letras e apaixonada por literatura, leva uma vida pseudo-fitness e adora vídeo de animais fofinhos. Dona do canal Portuguese with Ease, adora escrever uma história de suspense nas horas vagas. Para me conhecer melhor siga nas redes sociais @gwydians





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