1 janeiro 2019

Há 24 horas para um ano novo, cheio de novas possibilidades e novos começos, estou sentada com meu notebook no colo em minha antiga casa de infância, deixando o vento tomar conta de mim. Olhando para uma das paisagens mais bonitas e simples que já vi, mas que um dia fugi e nunca quis voltar. Restando apenas algumas horas para o fim de 2018, me deparei com aquela mesma menina que morava nessa casa com apenas 11 anos de idade e com alguns anos a mais consigo ver o passado com mais clareza e com uma nova perspectiva de um futuro melhor.

Talvez essa seja a mágica de final de ano. Entender o passo, honrá-lo, respeitá-lo tanto as vivências boas quanto as ruins, e por fim crescer. O ano de 2018, realmente não foi um ano fácil, bom pelo menos para mim. Falo tanto pessoalmente, profissionalmente, quanto socialmente ou politicamente. Descobri que algumas pessoas têm muito ódio dentro de si e querem moldar o mundo somente de uma cor, sendo que, já vimos que isso nunca dá certo, mas prefiro acreditar na esperança e na empatia.

Mas falando de uma perspectiva um pouco mais geral, no fim valeu a pena, fiz amizade com pessoas imagináveis, que está tudo bem em matar algumas aulas da faculdade para ir para o bar com seus amigos, descobri também que alguns amores não precisam ser rotulados ou entendidos pelos outros, e que família é a coisa mais importante que temos.

Em 2018 planejei, fiz tantas resoluções e planos, mas alguns deles não aconteceram e outros mudaram completamente, pois a vida aconteceu, ou melhor o dia-a-dia aconteceu e de verdade, fico feliz por não ter seguido com alguns planos. As coisas que menos planejamos ou esperamos podem ser a mais divertidas de serem descobertas. Neste novo ano de 2019, sinceramente já tinha uma lista enorme de novas resoluções, mas simplesmente apaguei todas elas e deixei a página em branco. Para não falar que não fiz nenhuma resolução, a minha única resolução para esse ano será: viver o presente.

Há 24 horas para um ano novo, cheio de novas possibilidades e novos começos, estou sentada com meu notebook no colo em minha antiga casa de infância, deixando o vento tomar conta de mim. Olhando para uma das paisagens mais bonitas e simples que já vi, mas que um dia fugi e nunca quis voltar. […]

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Escorpiana, 22 anos, estudante de letras, criadora do Garota Turquesa. Deixou seus medos para trás e foi realizar seu sonho. Para me conhecer melhor me siga nas redes sociais @Gabimodolo26



9 julho 2018

As redes sociais não são mais o abrigo dos memes, textões e selfies, agora, elas também dão espaço para a voz de uma nova geração de poetisas que sorrateiramente vem nos tirando o folego com seus versos certeiros.
Que o mundo dá voltas todo mundo sabe, mas em uma dessas voltas, algo fora do comum aconteceu: a poesia caiu no gosto do povo. A ideia de que poesia era uma coisa intelectual demais, destinada apenas à uma minoria que sabia interpreta-las foi por água abaixo! Poesia virou a febre do momento, os livros estão estão em primeiro lugar nas vendas e são a primeira coisa que você vê ao entrar na livraria.

Com versos diretos e simples, mas com a capacidade de nos arrancar o ar, estes escritores tratam de diversos temas como feminismo, relacionamento abusivo, amor e liberdade.
Nós aqui do Garota Turquesa separamos alguns autores que você P R E C I S A dar uma chance, e o único alerta que damos é: CUIDADO! Você pode ficar com uma vontade estranha de querer tatuar cada uma das poesias pelo seu corpo!

1 – RUPI KAUR
Rupi é uma indiana de 24 anos, ela agora mora do Canadá e vem se tornando um fenômeno de vendas graças aos seus livros “Outros Jeitos de Usar a Boca” e “O Que o Sol Faz Com as Flores”. Suas poesias são carregadas de feminismo e abordam temas como violência e perdas.

eu não fui embora porque
eu deixei de te amar
eu fui embora porque quanto mais
eu ficava menos
eu me amava

2 – RYANE LEÃO
Rayane é uma brasileira de Cuiabá, radicada em São Paulo. Ela estudou Letras e começou a divulgar suas poesias no Instagram e em alguns “lambe lambes” que espalhava pela cidade. Seu livro “Tudo Nela Brilha e Queima” foi publicado, e é voltado para o empoderamento feminino.

Sou vendaval
E te convido
dança comigo
Nessa tempestade
Que é ser eu?

3 – ATTICUS POETRY
Não tem muito o que se dizer, e essa é a melhor parte: ninguém sabe quem é Atticus Poetry! Pode ser mulher, homem, uma senhora, um adolescente… Não vamos descobrir tão cedo, e a frase para explicar seu mistério é que Atticus faz isso para sempre se lembrar de escrever o que sente e não o que os outros acham que ele deveria sentir. É um dos poetas que mais tem suas frases tatuadas e normalmente falam sobre o espirito selvagem, amor e corações partidos. Seu livro acabou de ser lançado no brasil, intitulado como “Gosto Dela Livre”.

Her heart was wild.
but I didn’t want to catch it,
I wanted to run with it,
To set mine free.

5 – NIKITA GILL
Nikita Gill é uma inglesa que teve suas obras rejeitadas pelas editoras nada menos do que 137 vezes! Ela não desistiu, agora tem milhares de seguidores, e três livros publicados, infelizmente, nenhum deles ainda foi traduzido para o português “Your Soul Is a River”, “Wild Embers: Poems Of Rebelion, Fire and Beauty” e “Fierce Fairy Tales: & Other Stories to Sit Your Soul”. Alguns dizem que sua poesia lembra as de Rupi Kaur, e deve ser porque ela também enfatiza muito o feminismo em seus versos.

Some days
I am more wolf
than woman
and I am still learning
how to stop apologizing

As redes sociais não são mais o abrigo dos memes, textões e selfies, agora, elas também dão espaço para a voz de uma nova geração de poetisas que sorrateiramente vem nos tirando o folego com seus versos certeiros. Que o mundo dá voltas todo mundo sabe, mas em uma dessas voltas, algo fora do comum […]

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Apenas uma escorpiana de 21 anos tentando se formar em letras, dividindo o tempo entre ir para as festinhas, ler todos os livros e assistir todas as séries possíveis e, entre tudo isso, numa mistura doida, escrever historias que já ouviu, viveu e criou. Para me conhecer melhor me segue nas redes sociais @nannasl



16 maio 2018

Como em uma cena de filme, a rajada de vento faz com que a copa das árvores se agite e as delicadas flores caiam lentamente pelo chão. Após um longo tempo caminhando com os olhos fitando o céu matutino, ela finalmente repara na calçada que está andando e à medida que o sorriso vai se abrindo em seus lábios pintados de vermelho sangue, seus passos vão diminuindo.

A calçada antes tão cinza, agora está coberta de pétalas amarelas e roxas, algo que só a primavera poderia proporcionar.

É assim que Florença sabe que seu aniversário está chegando.

Sua mãe costumava dizer que o chão se cobria de flores para ela, que a mãe natureza a achava tão especial, que todos os anos criava um tapete florido só para homenageá-la. Ela sempre acreditou.

Para Florença este era o grande segredo da primavera, ela fazia com que tudo parecesse possível. E era mesmo. Antes dessa estação, ela resistira ao frio e a falta de cor do inverno. Florença detestava o inverno! Só a lembrava de sentimentos ruins. Mas a primavera não. Ah, a primavera… A adorável estação da transição, onde tudo que estava congelado e sem cor pouco a pouco derretia e se coloria. Era um convite a mudanças, e Florença era uma defensora delas. Suas primaveras a transformaram tanto!

Houve uma primavera em que ela aprendeu a fazer com que sua voz fosse ouvida com seriedade; uma outra em que ela se libertou de toda sua timidez e tingiu os lábios com cores ousadas; outras em que descobriu o amor… Existiram também as primaveras que lhe ensinaram a aceitar e superar toda a perda causada pelo inverno. Florença sempre aceitou os ensinamentos e levou o melhor deles.

Mas pela primeira vez ela estava receosa. O frio estava indo embora e o aconchego do sol chegava de mansinho, as flores brotavam e as borboletas batiam as asas pela primeira vez, mas o coração de Florença se recusava a aceitar as transformações.

Outra rajada de vento soprou a resposta que a menina tanto queria.

O cenário era o mesmo, porém, as entrelinhas diziam outra coisa. Porque diferente dos outros anos, as perdas da estação anterior não tinham parado, elas tinham chego a sua primavera como nunca antes, e não davam indícios de que iriam parar tão cedo. O mundo de Florença tinha desabado e ela não tinha controle algum sobre ele, mas precisava ter.

Era como estar na beira de um lago. Você vê seu reflexo na água turva, você vê o mundo que conhece bem atrás de você, e ele está caindo. Você sabe que precisa pular na água e nadar o mais rápido possível para o outro lado, mas você não se move.

Você fica estancada na beira do lago ruindo porque sabe que se pular na água, quando chegar ao outro lado, vai ter mudado. E isso é assustador.

Ao fim de sua passarela florida, outra constatação atinge a menina em cheio. Em seu momento de epifania, Florença se da conta de que sua vigésima primavera nada tinha a ver com mudanças; era sobre renascer! Ela estava se agarrando a coisas que não mais lhe pertenciam, e o vento outra vez lhe sussurrava que era preciso deixar ir.
Ela nunca poderia florescer novamente com folhas secas e mortas presas a ela.

Florença aceitou que era hora de se arriscar e chegar à outra beira do lago.

Na volta para casa, evitou sua calçada florida e foi por uma nova. Ao passo que o sorriso ia se abrindo em seus lábios pintados de vermelho sangue, suas folhas secas e amareladas iam caindo sobre o chão cinzento, formando agora um tapete de pétalas quebradiças. Não era bonito. Mas o caminho não importava, e sim o fim dele, porque lá, Florença renasceria majestosa, como as flores faziam em sua amada primavera.

Como em uma cena de filme, a rajada de vento faz com que a copa das árvores se agite e as delicadas flores caiam lentamente pelo chão. Após um longo tempo caminhando com os olhos fitando o céu matutino, ela finalmente repara na calçada que está andando e à medida que o sorriso vai se […]

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Apenas uma escorpiana de 21 anos tentando se formar em letras, dividindo o tempo entre ir para as festinhas, ler todos os livros e assistir todas as séries possíveis e, entre tudo isso, numa mistura doida, escrever historias que já ouviu, viveu e criou. Para me conhecer melhor me segue nas redes sociais @nannasl



8 maio 2018

Ela olhava para seu jardim de flores mortas do lado de fora da janela, na minúscula sacada de seu apartamento paulistano. Lá fora era mais um dia de frio, como todos os outros do mês de Julho haviam sido. Ela suspeitava que continuaria assim por um bom tempo, o clima em eterna sincronia com seu humor ultimamente.

Achava que as flores haviam morrido por conta do frio, ou talvez porque nunca mais se dera ao trabalho de retirar as folhinhas secas e podar os galhos mortos. Acreditava com todas suas forças que, assim como em sua vida amorosa, ou devido a morte dela, ela havia abandonado por completo aquele pequeno jardim florido, que antes lhe trazia tanta alegria e paz de espírito, pois nele nada mais via além de um coração partido e um sonho que havia evaporado quase tão rapidamente quanto àquele que havia pisoteado seu coração.

Os narcisos dados pelo amor recém findado murchara em questão de meses, e aquele que ela tanto estimara vivia dizendo que era descuido dela, assim como tudo em sua vida. Ele era assim, ela repetia para si mesma. Ela devia ter sido menos ingênua.

Engolia cada golpe sentido por suas palavras, cada farpa que ela confundia com preocupação e amor, mas não passava de fúteis tentativas de moldá-la a ser alguém que ela não era, e jamais seria. Até o dia em que ele fechara a porta, pouco depois que as flores haviam morrido. Quase como se as flores simbolizassem seu relacionamento: aquela flor que, enquanto significa renascimento, também traz infortúnios para aqueles que as tem consigo. E ela jurava que seria incapaz de respirar novamente quando ele partiu, até perceber que o ar a sua volta nunca fora tão gélido e refrescante, e nele poderia não só engolir rajadas claras de ar fresco como também voar com suas próprias asas.

Retirou do armário suas velhas luvas de jardim e sua pazinha descascada. Abriu as portas para a sua humilde sacada, enfrentando aquelas rajadas de ar frio que já não a assustavam mais. Com golpes precisos e delicados, retirou cada ramo e jogou-os em um saco plástico. Cada flor deixada de lado fazia com que sua alma se tornasse mais leve, sua vida renovada. E havia decidido: ali só plantaria girassóis, pois assim como elas, ninguém tiraria dela seu lugar ao sol.

Ela olhava para seu jardim de flores mortas do lado de fora da janela, na minúscula sacada de seu apartamento paulistano. Lá fora era mais um dia de frio, como todos os outros do mês de Julho haviam sido. Ela suspeitava que continuaria assim por um bom tempo, o clima em eterna sincronia com seu […]

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Geminiana, 25 anos, estudante de Letras e apaixonada por literatura, leva uma vida pseudo-fitness e adora vídeo de animais fofinhos. Dona do canal Portuguese with Ease, adora escrever uma história de suspense nas horas vagas. Para me conhecer melhor siga nas redes sociais @gwydians



20 abril 2018

Quando em nossas vidas chegamos ao ponto de não sabermos o que fazer ou qual é o melhor caminho para seguir, nos perdemos, ficamos confusos e com medo. Em momentos escuros o medo e a raiva são os nossos melhores amigos, mas não deviam ser.

Ele chegou nesse ponto aos 22 anos. Muitos dizem que era muito jovem para tais sentimentos e angústias, mas ninguém viveu o que ele viveu. Então, não importa o que os outros vão pensar, ou dizer, pois todos já passaram por momentos como esse, mas são hipócritas o suficiente para negar. Bom, minha querida Maria Alice, você deve estar se perguntando o porquê de sua velha tia estar falando essas coisas, para muitos tudo isso são besteiras, mas deixo para você tirar essa conclusão.

Sabe, Maria, a vida é uma loucura, mas ainda não decidi se é a vida ou são pessoas, ou a soma desses dois fatores. Tem algo mais, ela dá voltas e às vezes ela volta para nos cobrar ou nos lembrar de algo que está dentro de nós. Os chamados fantasmas do passado. As pessoas, em sua maioria, e eu me incluo nesse grupo, têm medo desses fantasmas. Por isso, Maria Alice, nunca faça algo que se arrependa mais tarde, sempre siga o seu coração, por mais clichê que esse conselho pareça, para que você não sofra desse mal.
Bom, estava te dizendo que quando você chegar em um momento crucial da sua vida e não souber qual é o caminho a se tomar, pois nós seres humanos somos impacientes e queremos tudo para já, peço que tenha paciência, esperança e fé. Não digo fé no sentido de crer em um Deus, mas fé no sentido de crer em você. Foi o que disse para ele quando tinha apenas 22 anos, mas essa carta não é para o seu querido Tio Fran, e sim para você, minha querida flor. Digo para você a mesma coisa que disse para Fran, que a vida merece ser vivida, independentemente das coisas ruins que nos abatem todos os dias.

Maria, lhe recomendo que viva a vida, mas não seja telespectadora como muitos fazem. Não corra com a vida, pois ela já corre sozinha. Viva a sua vida seguindo a sua consciência, livre de opiniões alheias, mesmo que essas opiniões sejam das pessoas que mais amamos. Aprendi nesses meus 46 anos que nessa vida tudo passa, das coisas mais felizes as mais tristes, então, minha querida, isso que você está passando vai passar. Não sei ao certo quanto tempo vai levar, mas confia que vai passar e depois que todo sentimento se for, você tirará uma conclusão das coisas que viveu, valeu ou não a pena. Só você poderá tirar essa conclusão. Se o resultado for negativo, espero que não fique com raiva de si mesma e entenda tudo que sentiu, para que tais acontecimentos não se repitam.

Espero que depois que tudo passar, você viva a sua viva sob as suas regras e condutas. Seja feliz, para que quando dias sombrios chegarem, você se lembre que a vida merece ser vivida, pois ela é única e permite recomeçar quantas vezes quisermos, e não faz julgamentos. A vida Maria, é o nosso melhor presente. Felizmente ou infelizmente, só temos uma.

Quando em nossas vidas chegamos ao ponto de não sabermos o que fazer ou qual é o melhor caminho para seguir, nos perdemos, ficamos confusos e com medo. Em momentos escuros o medo e a raiva são os nossos melhores amigos, mas não deviam ser. Ele chegou nesse ponto aos 22 anos. Muitos dizem que […]

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